MAR DO MACACO 🐵  - CABEDELO/ PB - 05/06/26 - FONTE: ONDASPB 🌊 




 Os primeiros TOP 16º do Brasil - 1987


Por Gabriel Davi Pierin

@gabriel_pierin


Há fotografias que congelam um instante qualquer. Outras guardam o momento exato em que uma história muda de rumo. A imagem publicada na edição da Revista Surfer Brasil pertence claramente à segunda categoria.


Nela, a elite do surfe brasileiro se reuniu diante das câmeras com suas pranchas coloridas, estampadas por marcas que hoje fazem parte da memória afetiva do esporte. Aquele registro representava o nascimento de uma nova etapa para o surfe no Brasil.


O surfe e sua aura da contracultura dos anos 1970 e o início dos 80, também era, acima de tudo, a formação de uma tribo em seu estilo de vida. Campeonatos existiam, mas eram esporádicos e pouco estruturados. A organização do surfe brasileiro dava seus primeiros passos.


Foi nesse cenário que surgiu a Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), fundada no dia 12 de novembro de 1986. Nesse dia aconteceu a eleição da diretoria e Ricardo Bocão foi eleito seu primeiro presidente. A entidade organizou o primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional, junto aos empresários do surfwear nacional, criando ranking, etapas e premiações. Pela primeira vez, os surfistas do país podiam vislumbrar uma carreira estruturada dentro do esporte.


A fotografia publicada pela Surfer, feita pelo fotógrafo Carlos Lorch, reuniu alguns dos nomes que estavam construindo esse novo caminho. No final daquele ano de 1987, os 16 melhores colocados na temporada posaram para foto histórica. Entre eles, Paulinho Matos, vencedor da primeira etapa, o OP Pro, na Praia da Joaquina, sagrou-se também, ao final, o campeão do Circuito. Na segunda etapa, disputada na Praia de Pitangueiras, em Guarujá, o Lightning Bolt revelou o santista vitorioso Fê Corrêa. O Sundek Classic recebeu os surfistas na terceira etapa do Circuito, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, berço dos Primeiros Festivais Brasileiros de Surf. Nela, Amaro Matos, foi o melhor colocado. O Fico Surf Festival consagrou o Nordeste ao levar a quarta etapa para lá. O campeonato ocorreu na Praia de Stella Maris, ao norte de Salvador e abriu as portas para uma constelação de surfistas nordestinos, mas foi o carioca Pedro Müller que levantou a taça. A última etapa do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional não poderia deixar de ser em Saquarema, o Maracanã do surfe nacional. O Town & Country Pro foi contemplado em Itaúna, com Fred D’Orey seu campeão.


Na foto, os 16 melhores surfistas do ano – 1º Paulinho Matos (SP), 2º Pedro Müller (RJ), 3º Neno do Tombo (SP), 4º Nelson Ferreira (ES), 5º Carlos Burle (PE), 6º Amaro Matos (SP), 7º Frederico D’Orey (RJ), 8º Rodolfo Lima (RJ), 9º Picuruta Salazar (SP), 10º Eraldo Gueiros (PE), 11º Cauli Rodrigues (RJ), 12º Felipe Dantas (RN), 13º David Husadel (SC), 14º Dadá Figueiredo (RJ), 15º Fernando Corrêa (SP), 16º Sérgio Noronha (RJ) - cada um com seu estilo, sua personalidade e sua contribuição para a construção da identidade do surfista brasileiro profissional.


Os shapers e as fábricas de pranchas criaram designs funcionais para todas as ondas do Brasil. As pranchas coloridas, com grafismos ousados, refletiam bem o espírito da época. E as marcas que patrocinavam os atletas ajudavam a transformar o surfe em um fenômeno cultural que ultrapassava a areia das praias.


O mais importante, porém, não era apenas o talento individual daqueles surfistas, mas o sentimento de união que começava a se formar. O tempo confirmaria essa intuição. Décadas depois, o Brasil se tornaria uma das maiores potências do surfe mundial. E, ao olhar novamente para aquela fotografia de 1987, é impossível não perceber que ali estava o início de tudo — o momento em que o surfe brasileiro decidiu que podia, finalmente, voar. Boas ondas aos primeiros Top 16º do Brasil. 


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Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal


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Circuito Catarinense Pro
(Divulgação / Fecasurf)

Fesporte apresenta o Circuito Catarinense de Surf Pro 2026

A Federação Catarinense de Surf vai promover o Circuito Estadual mais rico da história do surf brasileiro com uma premiação histórica de 300 mil reais em 3 etapas


 A Fesporte – Fundação Catarinense de Esporte - apresenta o Circuito Catarinense de Surf Pro 2026, que será o mais rico da história do surf brasileiro. A Federação Catarinense de Surf vai oferecer uma premiação inédita de 100 mil reais em cada uma das três etapas já confirmadas para rolar em Laguna, Governador Celso Ramos e São Francisco do Sul. Serão 300 mil reais divididos nas categorias masculina e feminina, disputados do Sul ao Norte do estado por surfistas de todo o país. As três competições serão transmitidas ao vivo pelo site Fecasurf.com.br.

     A abertura do Fesporte apresenta o Circuito Catarinense de Surf Pro 2026, será do dia 30 de julho a 2 de agosto na Praia do Mar Grosso, em Laguna, no litoral sul de Santa Catarina. A segunda está agendada para 18 a 20 de setembro e marca a estreia da Praia de Palmas e do município de Governador Celso Ramos, no calendário do circuito estadual mais antigo do país, realizado pela Fecasurf desde 1980. E a terceira e última etapa, vai acontecer de 30 de outubro a 2 de novembro em um dos palcos mais tradicionais do Circuito Catarinense Profissional, a Prainha da Ilha de São Francisco do Sul, no norte do estado.

     “Estamos muito felizes e entusiasmados em anunciar este calendário histórico para o surf catarinense e para o surf brasileiro também, com uma premiação fantástica de 100 mil reais em cada etapa de um circuito estadual”, destaca Renato Melo, presidente da Federação Catarinense de Surf. “É preciso ressaltar o importante suporte e apoio do Governo Estadual de Santa Catarina, através da Fesporte, para que isso pudesse acontecer. E também contamos com a superimportante parceria das prefeituras municipais de Laguna, Governador Celso Ramos e São Francisco do Sul”.

     Todas as etapas do Fesporte apresenta Circuito Catarinense de Surf Pro 2026, contam com patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina. A primeira vai acontecer também com patrocínio da Prefeitura Municipal de Laguna e apoio da Associação de Surf de Laguna. A segunda terá o mesmo suporte da Prefeitura de Governador Celso Ramos, através da Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer, contando também com a parceria da Associação de Surf de Palmas. E a terceira será realizada com patrocínio da Prefeitura de São Francisco do Sul pela Secretaria Municipal de Esportes e apoio da Associação de Surf da Prainha na organização conjunta com a Federação Catarinense de Surf.

     “Certamente, teremos show de surf de grandes estrelas do surf brasileiro atraídas pela excelente premiação, participando das etapas contra os catarinenses. E isso fortalece a evolução dos nossos surfistas e do nosso esporte em todo o estado”, reforça Renato Melo. “Nós estamos sempre trabalhando para oferecer o melhor para nossos atletas em todos os níveis, promovendo circuitos estaduais relevantes desde as categorias de base, até a profissional. Além das competições estaduais, também trabalhamos para receber eventos de nível nacional e internacional nas nossas cidades, como os da WSL que aconteceram em Florianópolis e Imbituba e os do Surf Brasil que vão rolar em Navegantes e Palhoça esse ano também”.

TRICAMPEONATO HISTÓRICO IGUALADO POR JOSÉ FRANCISCO EM 2025

     No ano passado, o paraibano José Francisco, que há mais de 10 anos mora em Florianópolis, igualou um feito histórico, único até então do catarinense David Husadel de mais de 40 anos atrás. Fininho, como José Francisco é conhecido, foi o segundo surfista a conseguir três títulos de campeão catarinense profissional, em 2022, 2023 e 2025. Em 45 anos do circuito estadual inaugurado em 1980, apenas David Husadel tinha conseguido ser tricampeão no início desta história, nas temporadas de 1981, 1983 e 1984.

     A gestão do presidente Renato Melo na Federação Catarinense de Surf incluiu a categoria feminina no Circuito Estadual Profissional em 2021. E a surfista olímpica da Guarda do Embaú, Tainá Hinckel, já bateu essa marca conquistando quatro dos cinco títulos disputados até 2025. Outra surfista da Guarda do Embaú, Maria Autuori, foi a única a quebrar essa hegemonia em 2024, ano que Lucas Haag impediu o tricampeonato consecutivo do José Francisco. A temporada 2026 promete ser igualmente emocionante, em especial pela grande participação de surfistas de outros estados, atraídos pela premiação histórica do Fesporte apresenta Circuito Catarinense de Surf Pro 2026.

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Assessoria de Imprensa do Circuito Catarinense Profissional
João Carvalho - JBC Notícias 
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RANKING CATARINENSE PROFISSIONAL DA FECASURF 2025:
TOP-10 DA CATEGORIA MASCULINA - 3 etapas:
Campeão: José Francisco (PB) - 9.720 pontos
2.o- Lucas Vicente (SC) - 6.450
3.o- Yuri Gabryel (SC) - 5.850
4.o- Caetano Vargas (SC) - 5.630
5.o- Heitor Mueller (SC) - 5.000
6.o- Matheus Navarro (SC) - 4.550
7.o- Luiz Mendes (SC) - 4.250
8.o- Lucas Haag (SC) - 4.220
9.o- Mateus Herdy (SC) - 4.000
10.o- Derek Adriano (SC) - 3.900

TOP-10 DA CATEGORIA FEMININA - 3 etapas:
Campeã: Tainá Hinckel (SC) - 11.000 pontos
2.a- Luiza Rosa Teixeira (SC) - 5.850
3.a- Potira Castaman (BA) - 5.350
4.a- Kauanny de Souza (SC) - 5.250
5.a- Valentina Zanoni (SC) - 5.100
6.a- Maya Carpinelli (SC) - 4.680
7.a- Ane Leite (SC) - 3.960
8.a- Kaylane Antunes (SC) - 3.950
9.a- Maria Autuori (SC) - 3.930
10.a- Kiany Hyakutake (SC) - 3.900

CAMPEÕES CATARINENSES PROFISSIONAIS DA FECASURF: desde 1980

2025: José Francisco (PB) tricampeão e Tainá Hinckel (SC) tetracampeã
2024: Lucas Haag (SC) e Maria Autuori (SC)
2023: José Francisco (PB) bicampeão e Tainá Hinckel (SC) tricampeã
2022: José Francisco (PB) e Tainá Hinckel (SC) bicampeã
2021: Mateus Herdy (SC) e Tainá Hinckel (SC)
2020: Ian Gouveia (PE) em 1 etapa virtual pela internet
2019: Luan Wood (SC)
2018: Uriel Sposaro (SC)
2017: Caetano Vargas (SC) bicampeão
2016: Caetano Vargas (SC)
2015: André Moi (SC)
2014: Marco Giorgi (URU)
2013: Tomas Hermes (SC) bicampeão
2012: Yuri Gonçalves (SC)
2011: Tiago Bianchini (SC)
2010: Tomas Hermes (SC)
2009: Tânio Barreto (AL)
2008: Marco Polo (SC) bicampeão
2007: Marco Polo (SC)
2006: Diego Rosa (SC) bicampeão
2005: Jean da Silva (SC)
2004: Diego Rosa (SC)
2003: Raphael Becker (SC)
2002: Neco Padaratz (SC)
2001: Fabio Carvalho (SC) bicampeão
2000: James Santos (SC) bicampeão
1999: Guga Arruda (SC) bicampeão
1998: Teco Padaratz (SC)
1997: Luli Pereira (SC)
1996: James Santos (SC)
1995: Guga Arruda (SC)
1994: Junior Maciel (SC)
1993: Fabio Carvalho (SC)
1992: Carlos Santos (SC)
1991: não houve circuito
1990: Saulo Lyra (SC)
1989: Ivan Junkes (SC) bicampeão
1988: Icaro Cavalheiro (SC)
1987: Ivan Junkes (SC)
1986: Luiz Neguinho (SC)
1985: Waldemar “Bilo” Wetter (SC)
1984: David Husadel (SC) tricampeão
1983: David Husadel (SC) bicampeão
1982: Picuruta Salazar (SP)
1981: David Husadel (SC)
1980: Roberto Lima (SC)



MAR DO MACACO 🐵  - CABEDELO/ PB - 02/06/27 - FONTE: ONDASPB 🌊 




MAR DO MACACO 🐵  - CABEDELO/ PB - 31/05/26 - FONTE: ONDASPB 🌊