Pandemia do Covid-19 faz Família Dantas adiar o Brasileiro de Surf Feminino.

Pandemia do Covid-19 faz Família Dantas adiar o Brasileiro de Surf Feminino.

Pandemia do Covid-19 faz Família Dantas adiar o Brasileiro de Surf Feminino.

Feminino Brasileiro. Foto: Smorigo
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 EVENTO IDEALIZADO POR WIGGOLLY DANTAS VINHA SENDO REALIZADO DESDE 2015 EM UBATUBA.
A pandemia do Covid-19 obrigado a Família Dantas a adiar o Brasileiro de Surf Feminino para 2021. O campeonato exclusivo para as categorias femininas criado pelo surfista Wiggolly Dantas vinha sendo realizado desde 2015 na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, sendo que no ano passado foram três etapas, entre o surf profissional, pro júnior, longboard e as categorias de base, do sub10 ao sub16.
“Infelizmente não temos como realizar o evento diante dessa situação enfrentada em nosso País, por conta da pandemia. A verba que seria destinada pelo Governo Federal para o nosso Circuito, foi destinada à área da saúde, que neste momento é a prioridade”, afirmou Eliane Dantas, responsável pela organização. “Nossos patrocinadores estão na mesma situação, sem saber o que vai acontecer e preferimos aguardar”, reforçou.
Wiggolly Dantas lamentou ter de interromper a série de campeonatos exclusivos para as meninas, mas está confiante que o evento estará de volta no próximo ano. “Não tínhamos o que fazer. É um momento delicado e estamos também pensando na saúde de todos. Ano passado crescemos, com três etapas, estamos animados, mas com a pandemia, tivemos de tomar essa decisão. Vamos ter esperança e fé para o ano que vem”, falou Guigui.
O evento chancelado pela Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp) começou em 2015 e nas duas primeiras edições vitórias de atletas que já estiveram entre as melhores do Mundo, coincidentemente duas vice-campeãs mundiais do Championship Tour (CT), primeiro a catarinense Jaqueline Silva e depois a cearense Silvana Lima, classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Depois, a festa foi “caseira”, com Luana Coutinho e em 2018, quem levou a melhor foi a catarinense Tainá Hinckel.














Já em 2019 o Wiggolly Dantas apresenta Brasileiro de Surf Feminino cresceu, com três etapas, todas com R$ 20 mil de premiação, sendo as duas últimas realizadas graças ao convênio firmado entre a União, por intermédio da Secretaria Especial do Esporte, do Ministério da Cidadania, e a Prefeitura Municipal de Ubatuba. A emenda parlamentar somou forças com os patrocinadores, entre eles, a Wizard by Pearson, parceira oficial desde a edição inicial.
A cearense Yanca Costa levou na abertura, a pernambucana Monik Santos faturou a segunda disputa, enquanto que na final Camila garantiu sua primeira vitória no evento e o bicampeonato nacional. Foram mais de 100 atletas, inclusive de outros países, como Argentina, Peru e até do Havaí. Além de Camila, comemoraram os títulos brasileiros as cariocas Júlia Duarte, na pro júnior, e Mainá Thompson, na longboard; o talento local Nairê Marquez na sub16 e sub14; a paranaense Gabriely Vasque na sub12; e a paulista Carol Bastides foi a melhor brasileira no ranking, na sub10, atrás apenas da peruana Catalina Zariquiey.
“Desejamos, de coração, que as atletas e famílias estejam bem e se cuidando. Estaremos de prontidão para realizar no próximo ano esse evento tão esperado por todos”, completou Eliane Dantas.

Por: Surf today / fonte: FMA Notícias
Deu Brasil na volta das competições da WSL, com Filipe Toledo o dono da melhor nota no Surf Ranch.

Deu Brasil na volta das competições da WSL, com  Filipe Toledo o dono da melhor nota no Surf Ranch.

Deu Brasil na volta das competições da WSL, com Filipe Toledo o dono da melhor nota no Surf Ranch.

Filipe Toledo e Coco Ho. Foto: Lawrence / WSL
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BRASILEIRO VENCEU A ETAPA ESPECIAL EM DUPLA COM A HAVAIANA COCO HO ENQUANTO QUE TATIANA WESTON-WEB FICOU EM SEGUNDO LUGAR COM O JAPONÊS KANOA IGARASHI.
O Brasil continua dominando o surf mundial. No retorno das disputas da World Surf League (WSL) após a quarentena do coronavírus, Filipe Toledo foi o dono da festa neste domingo (9) no ‘Michelob Ultra Pure Gold Rumble at the Ranch’, o evento especial em duplas na piscina de ondas criada pelo ícone Kelly Slater.
Ele fez parceria com a havaiana Coco Ho e na final superando a dupla que teve outra brasileira, Tatiana Weston-Webb, que também fez bonito na competição com a maior nota feminina, junto com o japonês Kanoa Igarashi. O outro brasileiro na disputa, Adriano de Souza ficou em terceiro lugar com a americana Caroline Marks, sendo superado pela dupla Tati e Kanoa.
No sábado, no “aquecimento” para o evento principal, Filipe já havia comemorado o primeiro lugar individual em duplas garantiu a vitória com a maior nota, um 9,67, para somarem 16,24 (com o 6,57 da havaiana) contra 14,63 de Tati e Kanoa. No total, foram 16 atletas competindo em duplas mistas. Entre eles, o próprio Slater que foi superado por Filipe na semifinal. Cada atleta surfava duas ondas, uma para direita e uma para a esquerda, somando a sua maior nota em cada fase. Para participarem, um grande esquema de segurança foi criado pela WSL, com testes do Covid-19 e isolamento antes das disputas.
“Estou amarradão. Foram dois dias irados. A gente teve a competição individual sábado e consegui levar essa e domingo foi em duplas, eu estava com a Coco, que quebrou também. A gente fez a final contra o Kanoa e a Tati, que também estavam surfando muito. Estou feliz de sair com a vitória. Primeiro campeonato depois de seis meses. Esse troféu vai para casa”, vibrou Filipe, quarto melhor do Mundo no ranking CT em 2019.
Na primeira fase do evento, Filipe foi o primeiro a surfar na piscina e logo em sua primeira onda, uma direita, caiu no início, tirando apenas 1.17, mas depois se recuperou com um 7,67, para ele e Coco somarem 14.07 contra 11,34 dos americanos Kolohe Andino e Alyssa Spencer. Na semifinal, Filipinho subiu o nível com um 8,93 e o placar foi de 15,96 sobre os 10.33 de Slater e Sage Erickson. Do outro lado, Kanoa e Tati também vinham surfando muito bem, com direito a notas muito boas, como o 9 do japonês e o 7,93 da brasileira, a maior entre as mulheres.
Na finalíssima, Coco garantiu um 6,57 na direita e um 4,5 na esquerda, enquanto que Tati fez 7,43 e 7,07, mas Filipe não sentiu a pressão e fez uma onda quase perfeita, com direito a dois aéreos, um deles muito alto, assegurando a melhor nota dos juízes mais uma vez no Surf Ranch (assim como ocorreu na estreia do local) na direita e depois um 5.17 na esquerda. Faltava só Kanoa na onda, precisando de um 8,81, mas errou nas duas apresentações, com 1.33 e um 7.20.














“Agora é voltar para casa, curtir a família, meus filhos. Eu amo ser pai. Amo meus filhos, amo o carinho que recebo e amo dar carinho e amo minha esposa”, declarou Filipe, falando em relação ao Dia dos Pais. “Sobre as competições ainda é meio incerto o futuro, até quando sair uma vacina ou quando esse vírus acabar, mas assim que voltar, estarei com todo o gás, o medo de perder não passa pela cabeça, só a sede de vitória de poder ir lá fazer o melhor, de colocar a lycra e competir, que é o que eu amo fazer”, completou.
Entrevista em vídeo de Filipe logo após a vitória. Agradecimentos a Ananda Marçal pelo apoio.
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Por: Surf Today / fonte:  FMA Notícias